Dia Nacional da Educação Infantil: livro “Benjamin” é aliado no acolhimento da ansiedade da separação nas escolas
No dia 25 de agosto, celebra-se o Dia Nacional da Educação Infantil, data que reforça a relevância da primeira infância na construção dos vínculos afetivos e sociais. Nesse período, a entrada das crianças na escola traz desafios que vão além da aprendizagem: envolve também lidar com novas emoções, como a ansiedade da separação.
Para apoiar famílias e educadores nesse processo, a psicóloga e escritora Denise Fleury apresenta o livro infantil Benjamin (SemiBreve, 48 págs.), que trata com delicadeza e ludicidade a experiência da separação entre mãe e filho. Ilustrado por Yasmin Hassegawa, o livro utiliza sons, ritmo e metáforas poéticas para simbolizar o afeto e mostrar que o vínculo permanece mesmo diante da distância, uma mensagem essencial em momentos de transição como a entrada na escola.
Na educação infantil, mais do que corrigir ou evitar essas reações, o papel do professor é sustentar esse momento com escuta e acolhimento. A entrada na escola representa, simbolicamente, a saída do ambiente familiar e a construção de novos laços. É nesse processo que a criança começa a desenvolver autonomia e pertencimento ao grupo.
Neste contexto, a literatura infantil se mostra uma importante ferramenta. “A literatura ajuda as crianças a nomear sentimentos, elaborar experiências e lidar com a separação”, destaca Denise. Ao trabalhar com histórias, metáforas e personagens, o professor amplia o repertório simbólico da criança e cria caminhos para que ela compreenda suas emoções.
Sobre o livro Benjamin
Ilustrado por Yasmin Hassegawa, Benjamin, de Denise Fleury, é um livro infantil que aborda a relação de afeto entre mãe e filho e a ansiedade da separação. Criado por uma pedagoga a partir de sua experiência clínica, a obra funciona como uma ferramenta lúdica para pais e educadores lidarem com essa fase do desenvolvimento. A história usa a metáfora de dois elefantes cujas trombas se entrelaçam, simbolizando o cordão umbilical e o afeto. A autora, mestra em educação, destaca a importância de tratar o tema pelo simbólico e pela brincadeira com sons e onomatopeias.
Sobre a autora
Denise Fleury é psicóloga, psicanalista, pedagoga e mestre em educação, natural de Goiânia (GO). Sua trajetória une a clínica psicológica à literatura, com foco na subjetividade humana e nas relações afetivas. É autora de Senhora M e outros contos (Editora Caravana, 2024), Quem conhece os gatos do vovô? (SemiBreve, 2022) e Benjamin (SemiBreve, 2025), com Giralda & Geraldo no prelo. Sua crônica “O cortejo” recebeu menção honrosa no Concurso Adélia Prado (2019), e, em 2025, foi reconhecida com o Prêmio Buritis na categoria Livro, Leitura e Literatura. Também realiza rodas de conversa em escolas e Centros de Atendimento Socioeducativo de Goiás.
O livro pode ser adquirido diretamente com a autora: https://linktr.ee/denise.
Fonte: Ana Ferrari, assessora da com.tato – Foto Divulgação cedida


