Medicamentos emagrecedores: tentativas de golpes nas vendas online cresceram 14% em 2025, aponta Serasa Experian
O e-commerce brasileiro registrou 1,8 milhão de pedidos de medicamentos a base de GLP-1 no ano passado, hormônio associado ao controle da glicose e à saciedade, representando um volume 358% superior ao de 2024. Em valores, as transações somaram R$ 2,8 bilhões, mais de seis vezes acima do registrado no ano anterior. Apesar de não ser na mesma medida, as tentativas de golpes também crescem: segundo a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, houve uma alta de 14% nas fraudes evitadas em 2025 nas vendas desses produtos, na comparação com 2024.
Ao observar a evolução ao longo de 2025, o ritmo de compra online desses medicamentos, tanto canetas emagrecedoras quanto comprimidos com os mesmos princípios ativos, ganhou força: na comparação entre o 1º e o 2º semestre, os pedidos cresceram 158% e o valor movimentado aumentou quase três vezes, evidenciando a aceleração da demanda na segunda metade do ano.
A tendência se manteve nos dois primeiros meses de 2026, quando o volume de pedidos já se aproxima do total registrado entre janeiro e junho de 2025. Entre janeiro e fevereiro, foram 435 mil pedidos e R$ 734,9 milhões movimentados. Em relação aos golpes, 1,5 mil diligências foram evitadas no bimestre, reforçando que a categoria exige monitoramento contínuo por e-commerces e marketplaces. Confira o detalhamento nos gráficos abaixo:


“Quando uma categoria cresce nesse ritmo, ela passa a atrair mais tentativas oportunistas. O aumento de 14% nas fraudes evitadas mostra que as empresas estão elevando o nível de proteção para acompanhar o mercado, sem perder de vista a experiência do consumidor legítimo”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Leandro Bartolassi. “A estratégia mais eficiente é combinar inteligência de dados, sinais de comportamento e validações em camadas, direcionando fricção para transações de maior risco e mantendo a jornada fluida para quem compra de forma regular”, completa.
Mercado paralelo tem risco maior, mas não acompanha o mesmo índice de crescimento
Outro destaque do estudo é o comportamento do chamado mercado paralelo nas vendas online. Embora o risco de fraude nessa compra seja 4 vezes maior do que em farmácias e drogarias online oficiais, esse canal representa apenas 0,5% das compras de GLP-1 no ambiente digital. Além disso, esse segmento não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento observado na demanda total, o que indica que a maior parte do consumo segue concentrada em operações mais estruturadas e rastreáveis. Veja o detalhamento dos dados na tabela abaixo:

Boas práticas para reduzir risco em categorias de alta procura
Com o aumento da demanda, a Serasa Experian reforça medidas para compras e vendas mais seguras no ambiente digital:
Para consumidores
• Priorizar canais oficiais e desconfiar de ofertas com grande desconto;
• Verificar reputação do vendedor, CNPJ e políticas de troca/entrega;
• Evitar links recebidos por mensagens/redes sociais; preferir acessar o site/app diretamente.
Para empresas
• Reforçar a prevenção à fraude em camadas (dados, dispositivo e comportamento);
• Aplicar regras mais rígidas para vendedores de baixa reputação e canais não oficiais;
• Usar orquestração inteligente para equilibrar conversão e segurança em picos de demanda;
• Realizar monitoramento contínuo do ambiente digital (surface web, deep web e dark web) para identificar ameaças e exposições.
Fonte: Julia Belioglo – Equipe de Relações com a Imprensa


