Uma corrente de amor pela vida: Lucas precisa de um doador compatível
Lucas Silva Caetano tem apenas dois anos, mas já carrega uma história de coragem que comove e inspira. Morador de Presidente Prudente (SP), ele é daqueles meninos que iluminam qualquer ambiente com um sorriso espontâneo, a imaginação sempre ativa e uma alegria contagiante. Lucas ama brincar de cozinheiro, preparar comidinhas imaginárias e sair pedalando em sua bicicleta, vivendo a infância com leveza — mesmo quando a vida insiste em lhe impor desafios enormes.
Nascido em 9 de julho de 2023, com apenas 28 semanas de gestação, Lucas foi um prematuro extremo. Passou dois meses na UTI neonatal, travando sua primeira grande batalha pela vida. Desde então, mostrou que a força sempre esteve presente. Cresceu saudável, feliz, curioso e cheio de energia, encantando todos ao seu redor.
Em setembro de 2025, quando tinha apenas dois anos, uma simples dor de ouvido mudou completamente o rumo da história. Em poucos dias, o quadro se agravou de forma rápida e preocupante. Após insistência da família e várias avaliações médicas, Lucas foi internado. O que parecia uma infecção comum revelou algo muito mais sério: uma bactéria alojada no crânio, sinal de que o organismo já não tinha defesas suficientes para reagir. Hoje, a família sabe que aquele episódio já era um alerta silencioso da doença que viria a ser diagnosticada.
A internação foi imediata, diante do risco de evolução para meningite. Devido à neutropenia, os médicos solicitaram o mielograma — exame da medula óssea. Uma semana depois, veio o diagnóstico que mudou a vida de toda a família: Leucemia Mieloide Aguda (LMA), um tipo grave da doença. No dia 1º de outubro de 2025, começou uma nova e difícil etapa.
Desde então, Lucas já enfrentou três ciclos de quimioterapia, sendo o último o mais intenso. Apesar de toda a luta, a doença não entrou em remissão completa. Agora, a esperança está em um transplante de medula óssea, que só pode acontecer com um doador 100% compatível — e com urgência.
A rotina da família foi completamente transformada. A mãe, Kátia Silva, e o pai, Heliard Caetano, se revezam nos cuidados e acompanham cada etapa do tratamento. Além de Lucas, o casal também é pai de Miguel Leonídio, de 15 anos, e Lara Ester, de 11 anos. A força dessa família se revela nos pequenos gestos e nos grandes atos de amor — como o dia em que Miguel raspou a cabeça no hospital, para que o irmão não se sentisse triste ou sozinho.
Lucas está sendo acompanhado no Hospital de Esperança, sob os cuidados da Dra. Danielle Torelli e da Dra. Catarina Corral, que seguem monitorando cada fase do tratamento com atenção e dedicação.
Neste momento, o maior pedido da família é por ajuda na divulgação da campanha pela busca de um doador compatível. A chance de cura do Lucas depende do Redome — Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. O cadastro é simples: basta comparecer a um hemocentro e realizar a coleta de uma pequena amostra de sangue. Pessoas entre 18 e 35 anos podem se cadastrar, e quem já faz parte do registro precisa manter seus dados atualizados para que o contato seja possível em caso de compatibilidade.
Doar medula óssea é um gesto de amor que pode salvar vidas. Cada novo cadastro representa esperança para famílias que vivem uma luta silenciosa, marcada por medo, fé e coragem. Mais do que empatia, é a compaixão que transforma realidades.
Kátia segue firme, sustentada pela fé e pela esperança de que o doador certo vai aparecer. Acredita no dia em que Lucas poderá voltar para casa, brincar, cozinhar suas comidinhas imaginárias e pedalar com aquele sorriso que é sua marca registrada.
Hoje, Lucas precisa de todos nós. Compartilhar essa história também é um ato de amor. 💙



