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Caratecas da região trazem conhecimentos do Gashuku Nacional, organizado pela Wadô-Ryu

Publicado em 26/02/2018
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Caratecas

 Em Gramado, município que fica na Serra Gaúcha, 180 caratecas de sete Estados brasileiros participaram do Gashuku Nacional 2018, realizado pela Organização Wadô-Ryu Karatê-Dô Renmei do Brasil. Oito praticantes do estilo representaram a região de Prudente no sul. O evento teve como meta promover um período de vivência, aperfeiçoamento das técnicas e a troca de conhecimentos. A atividade foi conduzida pelo mestre Koji Takamatsu, faixa preta, 9º Dan, entre sexta-feira e domingo (23 a 25 de fevereiro).

Presente em Gramado, Paulo José Martins Villalva, de Álvares Machado, faixa preta, 5º Dan, aprovou a iniciativa. “Todo Gashuku nos ensina algo a mais. Para mim representa a oportunidade de treinar com outros professores, trocando informações e aperfeiçoando a técnica do estilo Wadô-Ryu, que está presente em nossa região desde 1979”. Villalva é delegado titular da 15ª Delegacia da FPK (Federação Paulista de Karatê), que abrange a Alta Sorocabana, e ainda diretor regional da Organização Wadô-Ryu.

O Gashuku, que significa “todos sob o mesmo teto”, visa fomentar a convivência mútua em harmonia. “Treinamos juntos e fazemos as refeições em um único local. É momento de interação e de renovarmos a filosofia e a essência do estilo com o intuito de transmiti-las aos nossos alunos”, frisa Villalva. Essa atividade da Wadô-Ryu, arte marcial que chegou ao Brasil em fevereiro de 1956 (completou 62 anos de existência em solo brasileiro), já é tradicional e sempre ocorre no segundo mês de cada ano.

Segundo o portal da Organização Wadô-Ryu, este Gashuku foi voltado, principalmente aos faixas pretas e aspirantes à mesma do estilo, mas também reuniu os alunos de todas as faixas. “No evento, por exemplo, tivemos a presença de um atleta do Japão”, revela Villalva. Além do mestre Koji Takamatsu, que trouxe o estilo do Japão para o Brasil, o seu filho Sérgio Takamatsu, faixa preta, 7º Dan, também comandou as aulas teóricas e práticas. “O público compareceu ao ginásio e conheceu o caratê”, pontua Sérgio.

 Atividades intensas

Os treinamentos foram promovidos no Ginásio de Esportes José Francisco Perini, mais conhecido como Perinão. Os participantes ficaram hospedados na Casa da Juventude, no Lago Negro. “O Gashuku teve treinos de katá [luta imaginária], de kumitê [que é o combate] e de arbitragem, cursos e palestras. Foram três dias ótimos, de intensas atividades, disciplina e concentração”, salienta Villalva. Ainda no Gashuku, em Gramado, ocorreu a primeira avaliação de graduação superior nas categorias menores e maiores.

Diretor-presidente da Organização Wadô-Ryu Karatê-Dô Renmei do Brasil, Sérgio Takamatsu, destaca que o estilo está há 45 anos em Gramado, que fica 1.135 km (quilômetros) de distância do Oeste Paulista. “É um lugar agradabilíssimo para realizar o evento”, ressalta Sérgio em entrevista ao Portal Gramado News. Atualmente, o caratê integra a programação olímpica e estará nos Jogos de 2020, em Tóquio.

A 2ª Delegacia Regional São Paulo do Interior da Wadô-Ryu foi representada por oito caratecas: três de Presidente Venceslau, três de Álvares Machado, um Santo Anastácio e um de Presidente Epitácio. Além de Villalva, Pedro da Silva Andrade, faixa preta, 4º Dan, Marcos Rogério da Cunha Garcia, Marcos Mineiro, faixa preta, 3º Dan, Rita Cássia de Souza Andrade, Renato Frigolete e Viturino Santos Silva, os três últimos são faixas pretas, 1º Dan, Vitor Lucas Ishida e Lucas Porto Rodrigues, ambos utilizam a faixa marrom, estiveram no Rio Grande do Sul. Rita Cássia é esposa do professor Pedro Andrade. O atleta Jovelino Junior, de Presidente Prudente, faixa preta, 1º Dan, desfalcou o grupo regional.

Marcos Mineiro valorizou o evento. “Participar do Gashuku é como voltar totalmente às origens, resgatar e realinhar completamente com as características do estilo Wadô-Ryu. Os treinamentos nos traz, de forma efetiva, a aplicação da técnica alinhada com o mínimo do preparo físico exigido. Desta forma toda orientação é passada através dos treinos de kihon [técnicas básicas], katá e kumitê, sob a supervisão minuciosa do mestre Koji Takamatsu. Todos são corrigidos, se necessário, e tem a presença do mestre e demais professores mais graduados”. O professor de Santo Anastácio complementa: “E no final estar na presença do mestre Koji Takamatsu, 88 anos, e ser treinado por ele é uma honra. Além disso, rever grandes amigos de quimono de outros Estados e pais é sempre satisfatório e empolgante”.

 Anotar na agenda

De acordo com Villalva, o próximo Gashuku Nacional está agendado para Álvares Machado, no Campo Belo Resort, de 12 a 15 de julho. “O evento na região será destinado apenas aos faixas pretas do estilo”, observa. Atualmente, o Gashuku, que é aberto para todas as faixas, existe um revezamento de cidades-sedes. Entretanto, o treinamento voltado aos faixas pretas tem sede fixa: Álvares Machado.

“Foi apresentada, em Gramado, proposta dos representantes dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para que o curso em Machado seja aberto a todas as faixas, a partir de 2019. Caso seja aprovada, será estabelecido novo rodízio entre os municípios. Aí só para faixas pretas. A mudança entrará em discussão durante assembleia em julho”, acrescenta o diretor regional da Organização Wadô-Ryu.

 SAIBA MAIS

HISTÓRICO DA WADÔ-RYU

A Organização Wadô-Ryu Karatê-Dô Renmei do Brasil é a entidade oficial que representa o estilo Wadô-Ryu de caratê no país. O estilo foi introduzido no Brasil em fevereiro de 1956, com a chegada do mestre Koji Takamatsu, Hanshi-Shihan 9º Dan pela Organização Wadô-Ryu Internacional e pela CBK (Confederação Brasileira de Karatê), de acordo com o site da Organização Wadô-Ryu. Nascido em Kakogawa, província de Hyogo, Japão, e formado pela Universidade de Agronomia de Tóquio em 1953, o mestre Koji Takamatsu é hoje presidente da Organização Wadô-Ryu para a América do Sul e membro da comissão da diretoria técnica da Organização Wadô-Ryu Karatê-Dô Internacional. É ainda integrante do Kodansha-kai (Conselho de Mestres) da FPK (Federação Paulista da modalidade). O trabalho de décadas do mestre Takamatsu pode ser observado através dos milhares de praticantes do estilo em todo o Brasil e até mesmo fora dele.

Fonte: Cássio Oliveira Equalize Comunicação e Marketing -

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